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ARTIGOS

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* COMEÇAR EXERCÍCIOS AOS 50

* RECUPERAÇÃO RÁPIDA APÓS EXERCÍCIOS

* A ÉTICA NOSSA DE CADA DIA

* ESTAMOS PREPARADOS

* SANTA IGNORÂNCIA

* FLEXIBILIDADE NO TAEKWONDO

* PRECONCEITO COM AS ARTES MARCIAIS  

* PENSAR É UM ATO DE LIBERDADE


Comentário do Mestre Toribio Silveira
Técnico do Hussein Tarabain


Antes de ler esta mensagem, desculpem-me pelos possíveis erros de português, é que estou sem dormir desde as 6 horas de sexta.

Espero que todos estejam muito felizes e orgulhosos como eu estou.
Como vocês já devem saber: HUSSEIN TARABAIN conquistou a medalha de prata no 4o. Pan Americano Junior de Taekwondo, ontem (05/out/2007).
Esse resultado é fantástico pra todos nós e é digno de ser considerado uma grande consquista brasileira.
Sei que ele fez o melhor e tem que voltar pra casa de cabeça erguida pois, ele sabe: MISSÃO CUMPRIDA.
Parabéns HUSSEIN você é nosso campeão mais uma vez.
Parabéns família Tarabain. Obrigado por acreditarem no seu filho e darem sempre apoio e carinho.
Parabéns amigos do Hussein. Parabéns aos professores,, aos colegas de treino e a toda torcida.
Parabéns a quem acredita nele faz tempo como é o Grupo La Petisquera.
Só pelo fato dele ter entrado na seleção, da forma que entrou, sobrando pontos no ranking, ter viajado para os EUA sem seu Pai Rami que sempre foi seu suporte emocional e sem a minha presença como técnico, ter que ambientar-se e entender os ensinamentos táticos de outros técnicos (também brilhantes como o Hussein), torna-o uma pessoa que merece todos os reconhecimentos.
Se ele apenas participasse bem da competição eu já estaria satisfeito. 
Mas o Hussein fez mais, ele me deu o orgulho de poder dizer que tenho um medalhista de prata num campeonato pan americano. E pan de verdade e não essas mentiras que, especialmente nós, aqui de Foz, estamos acostumados ver.
O Hussein merece cada conquista que tem. Eu sei quanto ele dedica de tempo e esforço ao Taekwondo. Ele mostrou que tem um objetivo dentro do esporte e vai alcançá-lo, se Deus permitir.
Quantos atletas brasileiros chegaram tão longe aos 16 anos? Alguém pode lembrar de um? Não estou desmerecendo nada nem ninguém, apenas mostrando o quanto é importante essa medalha de prata que ele conquistou. 
Tenho certeza que a prata vai fazer com que ele tenha ainda mais certeza de que pode subir no mais alto ponto de um pódio, seja pan americano, mundial ou olímpico. Mas, como  sempre digo: cada degrau de uma vez.
O degrau que ele alcançou agora foi o mais importante do meu trabalho enquanto técnico desde 1991. Sei que um pouco de mim existe nesse jovem vencedor que acaba de fazer 16 anos.
Obrigado a todos os que torcem por ele e por todos nós. Sou muito grato a Deus por ter amigos, colegas e alunos que me apóiam e apóiam nosso atletas. Obrigado a vocês que recebem esta mensagem.
Agora um desabafo: agradeço também aos que não fazem parte do nosso grupo e adoram me criticar, inclusive covardemente. A eles quero que chegue a seguinte informação: esta noite não dormi, pois estava alegre demais refletindo sobre a grande conquista do Hussein e ao mesmo tempo trabalhando para o futuro do TKD de Foz.
Espero que os covardes tenham perdido algumas horas de sono também, tentando entender como nós, aqui do interior, sem muitos recursos humanos de competição conseguimos tanto. Espero que tenham passado à noite se lambuzando com gosto da inveja, tentando entender como UM CARA que grita com os alunos ainda consegue ter esses resultados. Continuem me criticando, isso me motiva a trabalhar mais.
Volto a me dirigir aos meus amigos. Obrigado pelas orações, apoio e tudo mais. Esta semana inteira vou comemorar o dia da criança, pois é o coração de criança e o espírito de guerreiro do Hussein que devemos festejar.

Abraço

Mestre Toribio Silveira

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ESTAMOS PREPARADOS PARA EDUCAR ATRAVÉS DO TAEKWONDO?
Por Toribio Silveira

Como ocorre em todas as profissões, o papel do instrutor ou mestre de Taekwondo vem se modificando a cada dia na nossa sociedade. Valores, costumes e regras têm sofrido constantes alterações. Cabe-nos, enquanto profissionais de Taekwondo, reavaliar nossas atitudes, refazer conceitos, sermos flexíveis às mudanças e adaptarmo-nos aos novos tempos e às mais diversas circunstâncias.

Neste texto, elaborado por um não especialista em educação, atrevo-me a sugerir uma breve reflexão a respeito do nosso papel como educadores através do Taekwondo.

Será que nos perguntamos o que os pais buscam para seus filhos numa academia de taekwondo? Será que eles querem ver seus filhos transformados em grandes atletas, lutadores ninjas? Eles querem isso ou você, enquanto treinador, é que quer isso? Os pais buscam uma atividade física, já que hoje em dia nossos filhos passam grande parte do tempo ociosos em atividades que exigem pouco das aptidões físicas? Querem que suas  crianças e adolescentes aprendam a se defender e evitar brigas nas escola? Querem vê-las mais confiantes e emocionalmente mais equilibradas? Querem que você, como professor, mostre-lhes a importância de alimentar-se corretamente, de tirar boas notas na escola, de respeitar seus semelhantes e de ser disciplinado e perseverante?

Se a resposta foi afirmativa a todas as questões ou maior parte delas é importante perceber a responsabilidade que nos foi atribuída no papel de instrutor ou mestre de Taekwondo.

Estamos preparados para dar respostas a todas essas questões?

Sabemos que hoje os pais passam menos tempo com os seus filhos do que passavam a vinte ou trinta anos atrás. Talvez por inexperiência, despreparo, ou pela famosa falta de tempo, os pais delegam a função de educar seus filhos à baba, aos professores da escola, do futebol ou da academia de Taekwondo.

Nesse sentido, o que nós, como professores, temos transmitido? Nossas atitudes podem ser tomadas como exemplares e servem de referência para a formação de cidadãos responsáveis pelos seus atos? Além de ensinar chutes, socos, saltos, defesas o que mais cobramos dos nossos alunos? Apenas disciplina durante o horários das aulas? Que valores éticos transmitimos? Poderíamos ser citados como bons exemplos para tais filhos?

Qual é a nossa atitude enquanto professores? Somos pontuais ao iniciarmos nossas aulas? Estamos adequadamente vestidos ou nossos doboks estão amarrotados e até amarelados pelo tempo? Nossos alunos nos vêem treinando? Preparamos as aulas que vamos ministrar? Temos um calendário  definido com outros colegas professores e alunos, com atividades extras às das nossas Federações, que manterão nossos alunos motivados para treinarem ao longo do ano? Participamos das reuniões das nossas Federações ou somos mais um grupo de críticos ferrenhos que enxergam seus dirigentes como arrecadadores de taxas e exames?

Quanto cobramos de mensalidade? O valor cobrado é adequado ao nosso público alvo e permite que façamos um bom trabalho e nos mantenhamos atualizados no nosso esporte marcial? Que cursos de atualização fizemos no ano passado? Será que somos profissionais no trabalho de ensinar Taekwondo?

Que frutos imaginamos que o Taekwondo nos dará e dará aos nossos alunos daqui a cinco anos? Nossos alunos confiam em nosso trabalho? Que motivos eles têm para isso? Os faixas pretas que formamos continuam treinando e freqüentando nossas academias? Por quê? Façamos uma retrospetiva e vejamos quantas pessoas podem ter recebido nossa influência.

Além de dar aulas nos preocupamos em aprender outras coisas que possam agregar conhecimento e cultura ao nosso ser? Lemos jornais e livros, vemos o noticiário ou estudamos temas que ajudem a melhorar a comunicação com os pais dos nossos alunos e com eles próprios? O que sabemos sobre alimentação, saúde, higiene e comportamento social?

Tudo o que foi escrito parece muito óbvio e, com certeza, em algum momento nos já havíamos pensado nas questões levantados por este singelo texto. Mas, caso não tenhamos feito isso, talvez, seja positivo dar-nos tempo e fazer essa reflexão.

Nosso sucesso depende do que aprendemos, da nossa dedicação e de quanto estamos dispostos a nos doar na missão de aprender e educar através do Taekwondo.

Lembremo-nos que, para nossos alunos, somos ídolos, exemplos e como tais podemos ou não ser positivos e também úteis para a construção de um país melhor. Sejamos profissionais exemplares da nossa arte.

 

* Economista formado pela UFPR e instrutor 3º dan de Taekwondo em Foz do Iguaçu/PR desde 1991. Contato: TORIBIO

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“SANTA IGNORÂNCIA”: A LUTA X É A MELHOR DE TODAS


Por Toribio Silveira*

É interessante como a ignorância cria pessoas alienadas. Por outro lado é curioso como há pessoas que gostam e pagam para serem enganadas. Para alguns o gosto de ser traído deve não ser tão amargo. Talvez seja uma fruta doce. O certo é que não quero provar e tampouco que os que me cercam provem-na inconscientemente.

Alguns poucos maus profissionais acabam comprometendo a imagem positiva que muitos professores de diversas lutas marciais constroem. Esses profissionais de segunda categoria usam da “esperteza” pra vender títulos de campeões e diplomas de faixas pretas, como se vende tomate na feira. O pior é que tem gente que sabe disso e ainda assim compra o produto que deveria ser conquistado com treino, dedicação e muito suor. Mas, tem gente que gosta de frutinha. Temos que respeitar esses também.

Quem vive em Foz do Iguaçu ou acompanha as lutas marciais da cidade fica surpreendido com a quantidade de faixas pretas, academias, variedade de lutas e de campeões internacionais, mundiais...

Talvez por ser cidade fronteiriça, têm coisas inéditas, inclusive nas lutas marciais. Com certeza é a cidade que reúne o maior número de campeões mundiais por quilômetro quadrado. Chega a ser cômico, ao longo do ano são realizados campeonatos internacionais, pan americanos, copas mercosul e tudo mais, reunindo um ou dois atletas por categoria, isto quando os alunos não são da mesma academia, e daí saem os ditos campeões. Para mídia dizem que foram milhares de competidores. São competentes na arte de enganar e induzir as pessoas a comprarem as frutinhas que vendem.

Li uma matéria em que um professor que, com certeza, deve ser “campeão mundial” (talvez umas três, quatro ou infinitas vezes, não quero cometer injustiça diminuindo a quantidade títulos que o ninja deve ter), dizendo que o estilo X é a melhor luta marcial que existe no mundo.

Será que uma luta marcial é melhor do que a outra? Ou será que isoladamente todas têm grandes virtudes e também limitações? Não dá pra exigir que um lutador de boxe vença um lutador de judô se as regras da competição disserem que a luta tem que ser finalizada no chão. Portanto, é bom saber as regras.

Considerar uma luta como sendo a melhor de todas é desconhecer ou tentar negar que um grande lutador para se considerado completo, para disputar uma luta de vale-tudo, por exemplo, tem que dominar técnicas de lutas como do taekwondo, com seus chutes rápidos e variados, técnicas do jiu-jitsu com suas imobilizações super eficientes, técnicas do boxe com seus socos potentes e de outras lutas como o muay thay, com joelhadas, cotoveladas também eficientíssimas.

O que é possível dizer é que existem lutadores melhores do que outros e não pregar que uma luta ou arte marcial é a melhor de todas. Fazer isso é perder um dos ensinamentos marciais básicos, que é o de admitir que sempre há algo para aprender e que todas as lutas se bem orientadas e treinadas podem ser positivas para seus praticantes. Afirmar uma isso é perder o respeito pelas demais lutas, praticantes e profissionais das lutas marciais.

É preciso entender que cada luta tem suas características, regras e histórias e respeitar todas. Além disso, temos que lembrar que o objetivo das lutas sérias que conheço não é a de criar animais destrutivos e sim de proporcionar a seus praticantes uma qualidade de vida melhor, fortalecê-los e torná-los mais ativos, determinados e úteis à sociedade.

 

*Prof. de Taekwondo WTF há 17 anos em Foz do Iguaçu/PR –

Toribio


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A IMPORTÂNCIA DA FLEXIBILIDADE NO TAEKWONDO

 

Claudiomar Antonio Vieira 1
Everton Paulo Roman2

RESUMO

O presente estudo teve o objetivo de realizar uma contextualização teórica em relação a importância da flexibilidade no Taekwondo. O método utilizado para o estudo foi uma pesquisa bibliográfica baseada em livros e artigos disponíveis em sites da internet. O Taekwondo é um esporte de combate que usa chutes e socos para golpear o oponente, necessitando de um elevado nível de flexibilidade. Este esporte vem crescendo a quantidade de adeptos na idade escolar, pois sendo uma arte marcial, aprende-se a disciplina, a auto defesa e competição. Sendo a flexibilidade de suma importância para o aprendizado no melhoramento da técnica e na prevenção contra lesões.

Palavras-chave: Taekwondo, Flexibilidade, Idade Escolar.

INTRODUÇÃO

A flexibilidade é a capacidade de dobrar, torcer ou alongar determinada parte do corpo e depende diretamente das articulações, músculos e tendões e quanto mais demorado, freqüente e intenso for o alongamento, mais rápido e significativo será a melhora do resultado de uma boa flexibilidade (ALTER, 1999).
            O nível de flexibilidade é bastante semelhante entre meninos e meninas até os seis ou sete anos de idade, daí por diante, os indivíduos do sexo feminino tendem a ser mais flexíveis do que os do sexo masculino (BARBANTI, 1997)
            De Acordo com Cuadro (2007) os critérios gerais para a seleção de talentos nos esportes de combate em escolares baseia-se em: peso, altura, flexibilidade, coordenação motora e resistência á fadiga e ao estresse.
_____________________________________________________________
1Acadêmico do 6° Período de Educação Física da Faculdade Assis Gurgacz. 
2Doutorando em Saúde da Criança e do Adolescente na Unicamp e Docente na Faculdade Assis Gurgacz.


ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

O método utilizado para o presente estudo foi por meio de uma pesquisa bibliográfica baseada em livros e artigos disponíveis em sites da internet que abordam a temática em questão.

PREVENÇÃO CONTRA LESÕES

            A prática de progressiva de exercícios de flexibilidade tem confirmado  que os atletas que possuem alto grau de mobilidade, são os que menos se machucam. As lesões musculares são mais freqüentes nos atletas com mobilidade débil (BARBANTI, 1997).
A insuficiência da flexibilidade pode ocorrer lesões facilmente, e limitar amplitude do movimento para executar técnicas complexas. Dificultando a qualidade dos golpes de perna na altura da cabeça (NUNEZ, 2005).
No treinamento da flexibilidade devemos ser cautelosos para os diferentes aspectos pessoais como: idade biológica e cronológica, nível de treinamento e força muscular, combinar as medidas organizadas de treinamento passiva, ativa e mista (NUNEZ, 2005).

MELHORAMENTO DA TÉCNICA

A flexibilidade permite aos movimentos de impulso e balanço uma amplitude de maior de oscilação, facilitando a execução técnica (BARBANTI, 1997).
            Park (2006) afirma que é necessário trabalhar a flexibilidade e repetir os exercícios para potencializar a musculatura das pernas. Inclusive para um ataque em região baixa é necessário equilíbrio, força e agilidade. O treinamento de iniciantes deve ser constantemente feito com elevação de joelho, extensão e recuperação da perna, para o melhor condicionamento além de outras técnicas executadas durante a prática.
            A realização dos chutes deve-se fazer um movimento único, a execução dos movimentos devem ser amplos para a competição, e no caso de agressão devem ser curtos e rápidos (PARK, 2006).
            A flexibilidade facilita a aprendizagem do Taekwondo, pois as técnicas fundamentais de chutes exigem um amplo movimento articular, diminuindo o gasto energético e a possibilidades de lesões musculares, articulares e tendinosas. Melhorando a coordenação motora e a velocidade, sendo fundamental para a prática do Taekwondo nos aspectos quantitativos e qualitativos (NUNEZ 2005).
Segundo Castaneda (2004) No caso das Artes Marciais como Karatê e o Taekwondo exigem uma hiperextensibilidade em determinadas articulações para permitir a amplitude do movimento para melhorar a técnica e proporcionar velocidade na execução das mesmas. O desenvolvimento de diversos tipos de exercícios de flexibilidade (ativa, passiva e mista) mantém uma relação com o treinamento de força. O aumento de força deve ser acompanhado com o nível de mobilidade.
Fonseca (2004) afirma que o treinamento da flexibilidade deve ser baseada no desenvolvimento de altos níveis de mobilidade articular do tronco e dos membros inferiores, pois o desenvolvimento da capacidade de executar chutes na altura da cabeça é imprescindível.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante o treinamento do Taekwondo é necessário que os praticantes realizem exercícios para a flexibilidade, pois os chutes altos tem maior pontuação, com uma boa flexibilidade é possível realizar vários movimentos amplos e com velocidade o que é essencial para a modalidade.
A flexibilidade tem um papel importante em nossas vidas, no ambiente escolar e principalmente nos esportes. A falta da mesma pode ocasionar: lesões musculares, articulares, dificulta o  aprendizado de movimentos pedagógicos do esporte e em alguns casos prejudica a locomoção influenciando alterações na postura corporal.
Desenvolver a flexibilidade permite a execução de determinados movimentos desportivos que, de outra forma, seriam praticamente impossíveis a realização de algumas modalidades.

REFERÊNCIAS

ALTER, Michel J. Ciência da Flexibilidade. Porto Alegre: Artmed, 1999.

BARBANTI, Valdir J. Teoria e pratica do treinamento esportivo. São Paulo: Edgard Blucher, 1997.

CASTANEDA, P. E. G. Importancia del desarrollo de la flexibilidad en las Artes Marciales. Revista Digital - Buenos Aires - Ano 10 - N° 69 - Fevereiro de 2004. Disponível em: < http://www.efdeportes.com/efd69/flex.htm  > Acesso em 20 mai. 2007.

CUADRO, C. H. N. Criterios para la selección de talentos en deportes de combate.
Revista Digital - Buenos Aires - Ano 11 - N° 104 - Janeiro de 2007. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd104/seleccion-de-talentos.htm> Acesso em 20 mai. 2007.

FONSECA, R. F. As direcciones determinantes del entrenamiento en la prática del taekwondo (WTF). Revista Digital - Buenos Aires - Ano 10 - N° 74 - Julho de 2004. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd74/tkd.htm >Acesso em 20 mai. 2007.

NUNES, A. M. G. Algunas consideraciones acerca del entrenamiento de la flexibilidad en el taekwondo. Revista Digital - Buenos Aires - Ano 10 - N° 87 - Agosto de 2005. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd87/taek.htm > Acesso em 20 mai. 2007.

PARK, P. W. Curso de Taekwondo La Técnica del Chagui. Barcelona: De Vecchi, 2006.

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Pensar é um ato de liberdade

Pensar é uma condição básica para a liberdade individual de todos os homens. Nascemos e vivemos em um mundo globalizado com mais de seis bilhões de pessoas. Sabemos que em cada região deste planeta, encontramos diferentes características de convívio social. E que, de um modo ou de outro as pessoas reivindicam por algum tipo de liberdade. Seja individual, coletivo, social e política.

Desde a antiguidade, vivemos este dilema: Poucos mandando em muitos. E muitos se submetendo ao mando de uns poucos.

A humanidade, a duras penas tem tentado encontrar um equilíbrio para esta questão. Muita coisa mudou, boa parte para melhor. Mas a caminhada ainda está longe, e a cada dia a sina da dominação do homem pelo homem, se manifesta nas formas mais diferentes possíveis.

O Filósofo Karl MARX e seu companheiro Frederich ENGELS, no livro Ideologia Alemã, delimita de forma concreta o seguinte pensamento:

‘Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual; de tal modo que o pensamento daqueles a quem é recusado os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes são apenas a expressão ideal das relações materiais dominantes concebidas sob a forma de idéias e, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; dizendo de outro modo, são as idéias e, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; dizendo de outro modo, são as idéias do seu domínio’. (Marx, 1976: 55 e 56).

Neste livro escrito em 1847, Karl Marx, expressa de maneira muito clara, a tendência que alguns agrupamentos dominantes têm em se arrogar do direito de produzir até o pensar alheio, convencendo grupos menos favorecidos que suas idéias são corretas e como tal devem ser seguidas e não questionadas. Desta forma garantem a viabilização de seus projetos pessoais, políticos e econômicos.

No esporte brasileiro essa ciranda não é um caso isolado, e liberdade passa a ser tão genérico que conseguem confundir a cabeça de qualquer cidadão desatento. Somos todos livres, e podemos ‘tudo’, desde que, não interferimos nas estruturas, nos monopólios ou nos grandes esquemas.

A participação coletiva nos grandes encaminhamentos que definirão os rumos do nosso esporte, que se dá nas Federações, Ligas e Confederações é privilégio de poucos, qualquer tentativa de entender o que se passa, pode ser encarado como uma ofensa, um desrespeito aos que ‘têm comprometido suas vidas para o bem estar de todos’. Este é o lado humano da ‘Cartolagem’; Quando alguns dirigentes, sob a argumentação que estão fazendo o melhor aos interesses coletivos se apossam das instituições, transformando-as em verdadeiras empresas particulares.

Diante desta situação fica a pergunta: para que serve a liberdade, se a própria lei para garantir mais liberdade, deixa brechas para alguns oportunistas ocuparem nossas instituições e fazer delas seus eternos quintais até não terem mais o que tirar?

Para que ser livre, se só nos resta a liberdade da submissão? Ser livre para a servidão é apenas uma variável de submissão ou até de escravidão.

Diagnosticada uma situação desta natureza, as alternativas que nos restam é a reflexão e o diálogo com nossos companheiros, para encontrarmos saídas a esses desafios e podermos trilhar o caminho do crescimento, da participação e o exercício da cidadania.

Até que surjam dirigentes menos egoístas e intransigentes, só nos resta encontrar maneiras de contribuirmos para o crescimento técnico dos atletas que treinam em nossas academias e são impedidos de participar dos campeonatos em seus estados, por que seus instrutores não se submetem ao mando dos cartolas de plantão.

Fora isto, é continuar sonhando com um lugar ainda distante: A liberdade.

José Afonso - F. Preta -  WTF
Mossoró - RN

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A Ética nossa de cada dia

Tem sido a cada dia mais difícil observar valores éticos em nossa sociedade. Valores como respeito e justiça parecem estar desaparecendo na medida em que `novos´ postulados sociais ganham forças. Estamos meio que desnorteados e não conseguimos mais acreditar. Nem mesmo a igreja (antes reputada por seus valores absolutos da verdade e idôneidade) tem escapado dessa decadência moral, aparentemente sem limites.

A maioria das pessoas tem noção do que significa ética. Geralmente a relacionam com a moral ou com padrões sociais. Tudo bem, esse conceito não está errado, mas se desejamos melhorar essa situação, precisamos compreender algumas questões responsáveis por esta triste realidade:

Primeiramente, ética significa valores e costumes sociais. Precisamos saber quem e como esses valores são estabelecidos e com qual o objetivo. A ética se relaciona essencialmente com nossa conduta e seu objeto a moral. O objetivo da ética entende sempre o bem comum. Aristóteles (384–322 a.C.), ao estudar essa questão, ponderou que é no convívio social e o `choque` de idéias que surgem os padrões éticos.

Na realidade, depois de Aristóteles, surgiram muitos outros pensadores e uma enorme quantidade de idéias sobre ética. Uma mescla que tem direcionado o homem à um estilo de vida confusa e equivocada. Por exemplo, Nietzche que proclamou a `morte de Deus¹´ apresentando ao mundo uma ´nova` forma de viver: o Antinomismo². Viver sem leis absolutas, tudo é relativo. Para ele essa seria a melhor maneira de viver.Desta forma, surgiram muitas idéias que têm formado esses novos postulados da sociedade. Conceitos que têm moldado nossa forma de ver e de viver, conduta diária, individualista e cheia de relativismo, desprovida dos padrões e valores de antes. Eles constituem as éticas humanistas conhecidas como filosofias dos `ismos´. Uma inversão de valores. Parece que o homem come, bebe e respira esses `Ismos´. Pois demonstra viver:

*Inspirado pelo Antinomismo. Sem lei. Não se trata de anarquia, mas deseja explicitamente viver como quiser, como achar melhor. Não me importa os outros. Ouvimos: `sou dono do meu nariz´e ou: `faço o que eu quero´ o que revel essa filosofia.

*Adaptado ao Materialismo ou Utilitarismo. Primeiro o material, depois o espiritual. Aprendemos a amar mais as coisas e usar mais as pessoas. Só serve se for útil para mim. Levar vantagem em tudo. O Nazismo mostrou ao mundo a que nível o homem pode chegar com seu Utilitarismo.

*Seduzido pelo Hedonismo. Filosofia do prazer. Primeiro o sexo, depois o casamento. Primeiro o prazer, depois o dever. Tanto o Materialismo quanto o Hedonismo estão muito presentes em nossa sociedade. Levar vantagem em tudo e no Brasil temos o famoso jeitinho brasileiro.

*Transformado pelo Egoísmo. Primeiro eu, depois o outro (aquele que antigamente era conhecido como o Próximo). Primeiro meus direitos, depois meus deveres (se eu realmente tiver que cumpri-los).

Assim, aquelas regrinhas do bem viver, o respeito aos mais velhos, honra aos líderes – (coisas ainda hoje tão apreciadas) - tornam-se a cada dia mais distantes da nossa realidade. Valores e padrões ensinados pelos nossos pais têm sido rejeitados e reputados por antigos e ou desatualizados. Consequentemente a amargamos os efeitos colaterais dessas filosofias.

Com esses postulados minamos a base de nossa sociedade, a família; depois, desnorteados, lançamos dúvidas sobre os valores espirituais e manifestamos aquela antiga vontadezinha de viver sem qualquer responsabilidade. Consequentemente, minamos os relacionamentos e aos poucos destruímos a harmonia do grupo. Resultados lamentáveis.

Mas, será mesmo que os valores éticos morreram e nós nem percebemos ou será que nos portamos utopicamente a espera de um milagre? Será que a ética está enferma ou é porque estamos ocupados demais olhando hedonisticamente para nossos próprios umbigos e sonhando com dias melhores?

Em suma, quem deseja ver mudanças precisa realmente procurar viver sem inverter valores. Basear-se em condutas de princípios altruístas, como os ensinos de Cristo: `faça aos outros o que gostaria que fizessem a você´ e `ame ao próximo como a si mesmo´.

Além disso, cultivar o respeito pelos valores morais e pelas normas sociais. Isso, sem dúvidas, nos conduzirá a uma vida bem melhor e mais justa. Direitos e deveres caminharão juntos.

E por fim, precisamos aceitar nossa consciência como filha mais velha da ética. Ela é um dom divino que pode nos dar excelentes orientações. Ainda temos padrões, leis e regras. Temos toda condição de acreditar no respeito e na justiça. Temos toda condição de conviver em harmonia. Pense nisto!

Pr. Reriton Moura

Seminário Teológico MacClanahan – SETEM

Mossoró - RN

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Recuperação rápida após exercícios

Sessões fortes de exercícios físicos podem fazer com que você se sinta totalmente esgotado. Se não se recuperar corretamente, não estará pronto para ter um bom desempenho nas próximas vezes.
E para se recuperar da melhor maneira possível, todos os sistemas do corpo devem retornar ao estado em que se encontravam antes da atividade física.
Você quer remover o ácido láctico e outras substâncias indesejáveis dos seus músculos? Repor todas as fontes de energia que você gastou para se exercitar? Reabastecer seus reservatórios de líquidos corporais? Minimizar qualquer dano nos músculos ou articulações causados pelos exercícios? E recarregar suas células cerebrais? Aqui temos algumas dicas para a sua recuperação:

Complete seu tanque
Fluidos corporais são perdidos no suor e a reposição rápida desses líquidos e sais minerais é crucial. Eles são necessários para manter a volemia, para que assim você possa levar oxigênio e combustível a seus músculos. Além disso, sem fluidos suficientes, você não consegue suar para ajudar a manter sua temperatura corporal em níveis seguros.
Você deve "completar" a quantidade de líquidos corporais bebendo por volta de uma hora antes do exercício, procure repor o máximo perdido pelo suor e recuperar o peso corporal perdido durante a atividade física bebendo enquanto se recupera.

O sal pode ser seu grande aliado

No suor, seu corpo perde líquidos e eletrólitos, principalmente cloreto de sódio e um pouco de potássio. Se beber água pura durante o exercício e a recuperação, você terá dificuldades para repor os líquidos corporais rapidamente, porque uma grande quantidade da água passará pelos rins para se transformar em urina. Você deve repor o sal junto com a água para neutralizar a desidratação. Especialmente, se você for praticar algum exercício outra vez em algumas horas, considere usar repositores hidroeletrolíticos (isotônicos) durante a recuperação para a rápida reposição dos líquidos, sais e carboidratos. Certifique-se também de acrescentar algum sal extra em seus alimentos, principalmente se você é propenso a ter cãibras.

Não durma em serviço
Após o exercício exaustivo, não pare e descanse imediatamente. Você pode acelerar a remoção de ácido láctico de seus músculos se continuar a se exercitar em uma intensidade baixa por 10 a 20 minutos. Esse relaxamento pode ajudar a reduzir as sensações de rigidez que você pode vivenciar depois dos exercícios e é especialmente importante se seu próximo exercício for acontecer apenas algumas horas depois.

Alongue principalmente depois do exercício, não antes
Alongue seus grupos musculares principais após o relaxamento para obter o máximo de benefícios do alongamento. Se alongar seus músculos, tendões e ligamentos agressivamente demais antes de começar a atividade, você arrisca danificar aqueles tecidos. É preferível esperar até que os tecidos estejam aquecidos pelo exercício para que você possa executar melhor os alongamentos que minimizarão a sensação de dores musculares e que podem ajudar a prevenir futuros estiramentos e outras contusões musculares.

Abasteça-se rapidamente
Os músculos estão preparados para a rápida recuperação das suas reservas de carboidratos (glicogênio) como fonte de energia, portanto, não espere para começar a ingerir alimentos e bebidas ricos em carboidratos. Repositores hidroeletrolíticos (isotônicos), frutas frescas, barras energéticas e mesmo doces contêm carboidratos em grande quantidade.
Carboidrato é melhor, mas um pouco de proteína não faz mal
Durante a prática de exercícios extenuantes, algumas proteínas musculares são quebradas. Para acelerar a construção das proteínas nos músculos durante a recuperação, coma um pouco de proteína. Para combinar o carboidrato e a proteína, experimente comer um sanduíche de presunto ou de atum.
A maioria das barras energéticas contém carboidrato e proteína em quantidade suficiente para colocar seus músculos a caminho da recuperação. Alimentos como o leite, queijo, ovos, e milkshakes em pó pré-preparados produzem o mesmo efeito.

Auxiliares na recuperação
Quando seus músculos e articulações estão doloridos após o exercício, você pode vivenciar os efeitos de processos inflamatórios e inchaço que surgem após pequenas lesões nos seus tecidos. Para minimizar essa inflamação, procure fazer massagem, usar bolsas de gelo em torno de suas articulações, alternar banhos frios e quentes e doses pequenas de aspirina ou de outros produtos antiinflamatórios. Não espere milagres, essas técnicas podem não funcionar para você, mas muitos praticantes de atividade física as consideram úteis.

Dormir bem
Uma boa noite de sono lhe ajuda a estar fisicamente e mentalmente preparado para a próxima sessão de exercícios. Você não consegue ter seu melhor desempenho quando não está alerta e é incapaz de concentrar-se no que faz. Alguns praticantes de atividade física conseguem dormir mal por um dia ou dois e ainda ter um bom desempenho, mas hábitos ruins de sono fatalmente conduzirão a um desempenho ruim. Portanto, procure ter uma rotina onde consiga dormir, pelo menos, 7-8 horas por noite para assegurar uma recuperação completa do último exercício.

Fonte: GSSI - Gatorade Sports Science Institute (18/2/2009).

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Começar exercício aos 50 é tão bom quanto parar de fuma

Começar a praticar uma atividade física regular após os 50 anos é tão benéfico ao homem quanto parar de fumar, revela um estudo sueco divulgado pelo British Medical Journal.
A pesquisa da universidade sueca de Uppsala também aponta que a expectativa de vida dos homens dez anos depois de retomarem os exercícios é similar à dos que sempre praticaram esportes ou alguma atividade física. O estudo, que começou no início da década de 70, acompanhou 2.205 homens.
Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que é preciso praticar os exercícios físicos regulares por pelo menos cinco anos para começar a sentir os efeitos positivos.
Os homens que participaram do estudo foram divididos em quatro grupos (sedentários, atividade reduzida, atividade moderada e atividade intensa) e acompanhados nas últimas quatro décadas. Os números impressionam. A mortalidade foi 32% menor entre os homens que faziam bastante exercício do que entre pessoas que faziam pouco. Já a diferença entre os que faziam bastante e quem fazia uma atividade moderada foi de 22%.

Longo prazo
"Uma atividade física crescente para os homens de idade madura provoca a longo prazo uma redução da mortalidade ao mesmo nível da dos homens que tiveram uma atividade física constante. Essa redução é comparável à obtida quando uma pessoa para de fumar", conclui a pesquisa.

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Fonte: Destak


 

 

 

INCENTIVADORES